Fundador do projeto:

Meu nome é Richelmy Gutfreund e sou a pessoa por trás do Mel no Jardim.

Sou biólogo formado pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e atualmente faço mestrado em Biologia Vegetal na mesma universidade, trabalhando com biologia molecular do maracujá. Minha formação científica sempre esteve muito próxima do meu interesse pela natureza, pelas plantas e, mais tarde, pelas abelhas.

Esse contato com o mundo natural começou muito antes da universidade. Desde pequeno convivi com orquídeas, já que meu pai trabalhava profissionalmente com espécies raras e mantinha um orquidário. Crescer nesse ambiente fez com que observar plantas, flores, formas e organismos se tornasse algo muito natural para mim.

Em 2020 comecei a manejar abelhas e, pouco tempo depois, conheci o universo das abelhas nativas sem ferrão. Desde então, passei a estudar e trabalhar diretamente com diferentes aspectos da meliponicultura, realizando cuidados com colônias, capturas, divisões, multiplicações e a montagem e manutenção de meliponários, inclusive em ambiente doméstico.

Com o tempo, meu interesse se expandiu também para as abelhas solitárias, um grupo extremamente diverso e ainda pouco conhecido pelo público. Hoje, grande parte do meu trabalho de observação, fotografia, filmagem e divulgação é dedicada a mostrar essas espécies e seus comportamentos.

 

 

Ciência, educação e abelhas:

Uma das principais frentes do meu trabalho é a educação.

Ministro cursos, palestras, oficinas e atividades educativas sobre as abelhas nativas do Brasil, abordando tanto as espécies sociais quanto as solitárias, sua biologia, diversidade, importância ecológica, conservação e manejo.

Ao longo dessa trajetória, já tive a oportunidade de ministrar atividades em diferentes instituições e espaços, como o Pavilhão Japonês, no Parque Ibirapuera, UFSCar, Maple Bear (SP) e na UNICAMP.

Também desenvolvo e ministro regularmente o curso sobre abelhas nativas do Programa UniversIDADE da UNICAMP, além de participar de oficinas, eventos e atividades de divulgação científica para diferentes públicos.

 

 

Fotografia, ilustração e comunicação:

O Mel no Jardim também reúne outras áreas que sempre fizeram parte da minha vida.

Sou fotógrafo e ilustrador e utilizo principalmente a fotografia de natureza, macrofotografia, vídeo e ilustração científica e artística para registrar e divulgar a diversidade das abelhas brasileiras.

Muitas das espécies que observo no jardim, no meliponário ou durante trabalhos de campo acabam se transformando em fotografias, vídeos, ilustrações digitais ou aquarelas.

A arte tornou-se, assim, outra forma de falar sobre ciência e conservação.

 

 

Outras influências:

A música também faz parte da minha formação pessoal. Estudei piano, violino e violão, e o piano é o instrumento ao qual mais me dediquei ao longo dos anos.

Embora ciência, música, fotografia, ilustração e criação de abelhas possam parecer áreas muito diferentes, para mim elas compartilham algo em comum: exigem observação, curiosidade e atenção aos detalhes.

Hoje, procuro reunir todas essas experiências no Mel no Jardim, utilizando ciência, educação, arte e comunicação para aproximar mais pessoas das abelhas nativas brasileiras e contribuir para que sua diversidade seja cada vez mais conhecida e protegida.